Mas hoje é dia sete. Hoje eu cheguei em casa (embora essa seja outra, eu a fiz um lar) e hoje eu matei a saudade. Não toda, claro, não se mata saudade de 10 dias em 6 horas. Mas hoje é dia sete e é um dia especial pra se passar com alguém especial. Hoje eu finalmente pude, depois de dez dias, matar o aperto que eu tinha no peito, porque a falta é grande, a saudade aperta, e não tem msn, mensagens de celular, nem mesmo sonhos (e esses são até melhores às vezes) que deem conta de conter esse aperto. Era dormir e acordar todo dia pensando no rosto, no sorriso, nas palavras, no toque, na mão no cabelo, na boca (aquela que eu mais amo). Era um dormir e acordar sofridos, que "despertavam as minhas mais intensas contradições" (quotando alguém que não vem ao caso); era matar a saudade de uns e aumentar uma outra (uma só, que se fazia maior que qualquer uma); aproveitar os dias que me restavam e esperar a hora de voltar pra essa outra casa, essa que ia me trazer o conforto de matar a saudade de dez dias que se fez maior que a de 5 meses.
Pois bem, hoje, matei essa saudade que tanto me matava. Primeiro com os olhos, só eles, que me permitem o primeiro contato e não e deixam chegar onde quero. Os abraços, os beijos e as palavras só se são permitidos depois - bem depois. Mas eu espero, ansiosa, mas feliz por saber que não se demorarão. Afinal, já se foram os dez dias.
Meus pais, parentes e amigos que me perdôem, mas é bom estar em casa. Quando o assunto é saudade, o coração que bate-forte fala mais alto.
Agora é aproveitar e matar a saudade, até que os dez dias se transformem em dois meses e meu coração transborde; de saudade e de amor. E esse dia sete foi, sem dúvida, o melhor de todos.

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