domingo, 26 de julho de 2009

I remember...

Então, eu tava aqui sem fazer nada, o sono me consumindo, o efeito do licor de chocolate com pimenta foi inexistente, só “msnando”. Dei um F5 no twitter e um tweet de um amigo me levou a uma conversa que me abriu as portas da memória e me botou lembrando os dias complexos de quando você começa a gostar de alguém.

Eu não sei como é com os outros, nunca perguntei, então vou falar como é comigo. Eu sou tapada, fato. Sabe quando você conhece alguém e tem aquela conexão imediata, uma empatia, digamos, diferente? Eu finjo que não existe, eu me nego a ver e quando vejo, custo a acreditar. Chega um momento que é inegável, ela está lá e pronto. “Mas é só amizade, Kyo”, eu penso. Nem é. Eu só me forço a acreditar. Talvez praquela pessoa seja; pra mim, not so much. Eu nego, nego até a morte, até que chega um dia que não dá mais pra ignorar todos os sinais e eu me entrego à dura realidade.

Quando você vira idiota não dá pra correr, fatão. Quando você passa o dia todo com a pessoa e não é o suficiente, quando você pensa nela a cada segundo que ela não esta do seu lado, quando você sai torcendo pra o acaso cooperar com você e vocês se encontrarem na rua, quando você chega em casa e corre pro MSN esperando que ela esteja lá, quando você fica o tempo todo abrindo a janelinha de MSN esperando que ela entre, quando você fica olhando pra tela toda hora e clicando compulsivamente na janela de conversa do MSN esperando que ela fale com você, quando você passa a olhar o celular toda hora à espera de um sms, quando você dorme e acorda pensando nela, quando você tem ciúme de quase todo ser vivo que se aproxime dela, quando você respira aquela pessoa 24/7.

E pior, quando você tem certeza (ou acha que tem) que nunca será correspondido, quando você tem que abafar aquilo que sente, quando você não pode chegar muito perto ou tem que se segurar quando a pessoa o faz. Não dá pra ignorar a ansiedade, o suor frio, o jato de eletricidade que vem com qualquer toque. Em algum momento, você se entrega à realidade.

Hoje eu parei pra lembrar isso tudo, mais uma vez, com mais afinco. Pra reviver aqueles momentos todos pelos quais eu passei e que valeram à pena, cada um deles. Ainda estão todos vívidos na minha memória, fresquinhos. Eu ainda consigo sentir os calafrios quando eu lembro. E é bom. É bom gostar, e é bom gostar da pessoa certa. É bom saber que, apesar das briguinhas e das D.R’s quase diárias, no fim do dia (ou da semana) estará tudo resolvido. É bom saber que, apesar das dificuldades, o afeto só cresce. E eu não vou desistir, por mais que eu erre (e eu sei que erro muito).

The point is, eu lembrei e foi feliz. E eu estou sendo feliz. O que é melhor ainda.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

my space halo

"The fear begins to creep in
The distance begin to grow
I can't find the right words to say
I need to know it's okay
Okay"

domingo, 19 de julho de 2009

Röyksopp - Happy Up Here

http://www.youtube.com/watch?v=KmcPeuf5aXo

Achei nerd, achei anos 90, achei digníssimo. Nota 11! Deu até vontade de voltar pro meu super nintendo xD.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Escrevi em inglês, postarei em inglês:

I was just watching The Killers video clip, “The World We Live In”, and the lyrics reminded me of something. They sing “this is the world that we live in, I feel myself get tired” and it got me thinking about how I used to feel towards it and how I feel now. I feel like I’m becoming a worse person, like I’m stopping to care. I don’t like it. Since I was very young I used to be mortified by the world around me – and I didn’t need to turn on the TV for that. Everywhere you go, on every corner your turn, there’s a homeless person, there are kids begging at the traffic lights, there’s misery and poverty and abandonment. The world we live in is just full of pariahs created by ourselves, the society that abandons them only to complain about our very own creations. We treat them like they don’t exist, we fear them out on the streets, we try to pretend there’s a wall separating their world from ours. They only exist to us on the 7 o’clock news and the politics conversations within the social network. We pretend to know the solution for poverty, for neglecting, for the economic crisis, for violence, for global warming and for everything that’s bad for us, and we never seem to do anything, we’re not genuinely worried, we don’t move a finger ‘cos we don’t have time, ‘cos it’s the governments task, ‘cos it’s too late – there’s always an excuse. We accommodate. We’re not offended. We’re not ashamed. We just go back to our everyday lives like nothing’s happening and whatever problem they’re having, it’s not with us. Yes, there is a division. There’s US and there’s THEM. And we can’t mix.

This used to sadden me, to infuriate, to uproar my spirit, to make me actually wanna do something. I couldn’t stand to look at those people out on the streets, so close to me, and know they didn’t have a home, no food, any basic cares that were so ordinary for me. “How on earth could anyone not care? How could everyone see it and not do a thing?” I thought. Despite of any other wishes I could have for my adult life, and I had many, I settled up a goal: somehow, I’d do something. I knew I couldn’t do much, I could heal the world alone. But I knew I had to figure out a way to do my share. I always thought I’d have to make some money first, of course, this world revolves around money. But as I grew up, I realized I could still do some small things around me, and I didn’t need to be an adult for that. I realized the small changes, the ones you accomplish every day, are the biggest victories. But I didn’t. I was alone, and I was mocked by people around me, so I kept my ideas for me. I am still. And that’s why I feel so bad.

To know I could’ve done something before, I can do something now, and I still don’t. And to feel his feeling of indignation fading from my spirit little by little. I’m not as moved by the kids at the traffic lights anymore. And I’m scared. I’m scared of becoming like everyone else, I’m scared of stop caring, I’m scared of becoming so used to it that it’s normal. ‘Cos I know it’s not. I’m scared of settling. I don’t wanna lose myself to this dying world.


28/06/09

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sabe quando você sente que o passado lhe persegue? Eu sinto isso o tempo inteiro. Eu tenho um problema. Não consigo me desprender de quem eu fui. Quem eu sou (?). Por mais que eu tente, por mais que eu queira, por mais que eu me esforce, eu continuo sendo aquela pessoa fria, distante, que tem um muro em volta e jogou a chave do portão fora. Por mais que eu queira demonstrar o que eu sinto, o quanto eu me importo, eu nunca consigo. Ninguém vê. Dizem que eu escolho a dedo de quem eu gosto, a quem eu tolero. Eu não sei, talvez seja verdade; inconsciente, mas verdade. Talvez eu nunca consiga mudar. E talvez eu não tenha sido feita pra relacionamentos. Provavelmente não. Sim, isso é um post cheio de "talvez". Por que na verdade eu não sei de nada. Porra nenhuma (e sim, eu falo muito palavrão). Comofas pra saber? Também não sei. Acho que não fas. Só sei que vai ter um monte dessas filosofias baratas por aqui, por que minha vida é cheia delas; e muito drama também, eu sou bem dramática. Algumas vezes com razão, outras não.

Mas voltando pro assunto anterior, eu me irrito, eu me odeio por isso, eu fico puta da vida comigo mesma, eu faço cara de paisagem, eu fico mal. Mas nada - NADA - me faz conseguir mudar. Pessimismo? Mais um talvez. Realismo, provavelmente. Existem certas coisas que eu não gosto em mim. Existem outras tantas que eu preciso mudar - sim, preciso -, por que enquanto eu não mudar, não vou estar satisfeita, não vou conseguir ser tão boa quanto eu quero ser. Boa pessoa, boa amiga, boa namorada, boa filha, boa ouvinte, bom ser humano. Qualquer coisa. Tudo. Mas, por enquanto, nada. Eu sou um belo nada. E não consigo fazer nada direito.

Então, por favor, me desculpe. Eu tô tentando, por que eu quero mudar, eu quero melhorar. Eu quero ser o melhor que eu conseguir pra você. E vou continuar tentando. Só peço, por favor, um pouco de paciência. Eu não vou desistir de mim. Nem de você.

Você sabe quem você é. E você nem vai ler isso aqui.