Então, eu tava aqui sem fazer nada, o sono me consumindo, o efeito do licor de chocolate com pimenta foi inexistente, só “msnando”. Dei um F5 no twitter e um tweet de um amigo me levou a uma conversa que me abriu as portas da memória e me botou lembrando os dias complexos de quando você começa a gostar de alguém.
Eu não sei como é com os outros, nunca perguntei, então vou falar como é comigo. Eu sou tapada, fato. Sabe quando você conhece alguém e tem aquela conexão imediata, uma empatia, digamos, diferente? Eu finjo que não existe, eu me nego a ver e quando vejo, custo a acreditar. Chega um momento que é inegável, ela está lá e pronto. “Mas é só amizade, Kyo”, eu penso. Nem é. Eu só me forço a acreditar. Talvez praquela pessoa seja; pra mim, not so much. Eu nego, nego até a morte, até que chega um dia que não dá mais pra ignorar todos os sinais e eu me entrego à dura realidade.
Quando você vira idiota não dá pra correr, fatão. Quando você passa o dia todo com a pessoa e não é o suficiente, quando você pensa nela a cada segundo que ela não esta do seu lado, quando você sai torcendo pra o acaso cooperar com você e vocês se encontrarem na rua, quando você chega em casa e corre pro MSN esperando que ela esteja lá, quando você fica o tempo todo abrindo a janelinha de MSN esperando que ela entre, quando você fica olhando pra tela toda hora e clicando compulsivamente na janela de conversa do MSN esperando que ela fale com você, quando você passa a olhar o celular toda hora à espera de um sms, quando você dorme e acorda pensando nela, quando você tem ciúme de quase todo ser vivo que se aproxime dela, quando você respira aquela pessoa 24/7.
E pior, quando você tem certeza (ou acha que tem) que nunca será correspondido, quando você tem que abafar aquilo que sente, quando você não pode chegar muito perto ou tem que se segurar quando a pessoa o faz. Não dá pra ignorar a ansiedade, o suor frio, o jato de eletricidade que vem com qualquer toque. Em algum momento, você se entrega à realidade.
Hoje eu parei pra lembrar isso tudo, mais uma vez, com mais afinco. Pra reviver aqueles momentos todos pelos quais eu passei e que valeram à pena, cada um deles. Ainda estão todos vívidos na minha memória, fresquinhos. Eu ainda consigo sentir os calafrios quando eu lembro. E é bom. É bom gostar, e é bom gostar da pessoa certa. É bom saber que, apesar das briguinhas e das D.R’s quase diárias, no fim do dia (ou da semana) estará tudo resolvido. É bom saber que, apesar das dificuldades, o afeto só cresce. E eu não vou desistir, por mais que eu erre (e eu sei que erro muito).
The point is, eu lembrei e foi feliz. E eu estou sendo feliz. O que é melhor ainda.

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